7.2.11

Papel higiênico aceita tudo

As grandes cidades começam a dar indícios que são terrenos mais propícios para seres do esgoto do que da superfície.
Os seres do esgoto detestam a monotonia do bucolismo. Eles preferem a eletrizante agitação dos últimos modelos de moedores de carne.
Os seres do esgoto esgotam, diariamente, o estoque de produtos de higiene e beleza. Eles adoram, mas precisam disfarçar o próprio fedor.
À noite, os seres do esgoto se enfiam em locais que lembram sua terra-mãe (escura, úmida e fétida) para a prática do sexo.
Ao amanhecer, os seres do esgoto avançam diretamente para o Banheiro. É de lá que enviam mensagens para a terra natal.
Os seres do esgoto gostam de praticar o Punhal, modalidade pelas costas. Tornaram-se exímios. Só temem extra-terrestres e judeus.
Os seres do esgoto amam Promíscuacia, a forma de resolverem seus problemas. Promiscuos- representantes são eleitos para o trabalho.
Em seu sistema de governo, a Promiscuidade, os Promíscuos proclamam sua essência imunda, ao som do hino e ao subir da bandeira podre.
Os seres do esgoto e seus promíscuos representantes só temem os puros habitantes de Imaginação, lugar onde é possível fazer Alguma Coisa.
Os seres do esgoto sabem que Imaginação está esgotada, mas não está morta. Ela ainda baba na fronha.

(É nisso que dá pegar briefing de papel higiênico. Não tem como não ficar viajando na imundície humana.)

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