Com seu marketing “agressivo” – eufemismo pra grosseiro -, a cerveja de mesmo nome desgastou a palavra devassa. A mulher deve abolir esse rótulo, mesmo que ele só se revele nas secretas estrepolias da alcova - ou da praia deserta ou da banheira do motel ou do banheiro do avião em pleno voo etc. Enquanto a cerveja de mesmo nome usa e abusa da palavra, do outro lado da anatomia do sexo homem nenhum sente tesão em colar o rótulo de devassa em uma mulher, por mais deliciosamente pervertida que ela já tenha provado que consegue ser. A solução é deixar a palavra devassa nas prateleiras e procurar outro termo à altura.
Eu sugiro puta. Puta é uma das mais belas palavras da língua portuguesa, que é meio metida à santinha e, por isso mesmo, tão rica em possibilidades erógenas. Puta se expulsa da boca com o empurrão do “p” pelo buraco do “u” e explode num “ta” orgástico. Puta é uma redução que soa muito melhor do que o termo original prostituta, palavra de carteirinha com pronúncia de assistente social, mistura burocrática e falso moralista. Puta é uma palavra que tem aquela pegada curta e grossa que representa o momento mais intenso de uma relação sexual. E o que é melhor: apesar do uso abusivo, puta não desgasta nem dá pra engarrafar.
Eu sugiro puta. Puta é uma das mais belas palavras da língua portuguesa, que é meio metida à santinha e, por isso mesmo, tão rica em possibilidades erógenas. Puta se expulsa da boca com o empurrão do “p” pelo buraco do “u” e explode num “ta” orgástico. Puta é uma redução que soa muito melhor do que o termo original prostituta, palavra de carteirinha com pronúncia de assistente social, mistura burocrática e falso moralista. Puta é uma palavra que tem aquela pegada curta e grossa que representa o momento mais intenso de uma relação sexual. E o que é melhor: apesar do uso abusivo, puta não desgasta nem dá pra engarrafar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário