Ela andava com a nuca sempre exposta.
Se não fosse devorada com os olhos várias vezes, emputecia.
A nuca daquela mulher, cheiro de cacau e coxas, impregnava quem a comia.
Morena, esmaecida, esguia, rija e de penugem só perceptível a quem lhe encostava as narinas.
Ao ser lambida e beijada e lambida e beijada, se contorcia e escorria num rio.
A nuca que nunca bebi.
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