Aquela frase famosa, citada por onze de
cada dez pessoas que desejavam deixar claro que eram de bem, plantar uma
árvore, escrever um livro e ter um filho, agora pode ser resumida em curta meu
Face.
Ilação ganhou um h, de hilária.
O direito de resposta virou dever de perguntar e o
abaixo-assinado está sob séria suspeita de envolvimento com a automatização dos
protestos.
Em farinhas do mesmo saco, faça o trocadilho com a última
palavra sem medo de ser asqueroso.
A histórica frase “o poder é afrodisíaco” hoje pode ser lida
como “o poder é o nosso Viagra”.
A indústria dos rankings substituiu a singular manufatura dos
patamares do conhecimento.
Faça você mesmo agora é poste. Tocar é clicar.
Sinônimo de paraíso, cachoeira passa a ser, também, um
pesadelo de mágoas e outras emoções despencando sobre você o tempo todo.
Mudança no time dos verbos. Saem pensar e sentir, entram
copiar e colar.
Houve um tempo em que o número do telefone do cachorrinho
despertava mais atenção do que o próprio aparelho.
A fragmentação virou estilhaço.
A semelhança com nomes ou pessoas é uma coincidência
meramente ilustrativa.
Gente agora é só no plural gentem.
Eu é o todo holístico. Nós, só na foto.
E por aí vai quer dizer isso é só o meio da mensagem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário