20.12.10

2011 não sabe o que lhe espera. Eu sei.

2010 foi bom pra mim, mas não porque ele tenha desejado isso. Eu é que o fiz ser na marra.

Se deixasse tudo por conta dele, talvez me arrastasse em um terremoto, me matasse de cólera, me enfiasse em algum escândalo, fizesse vazar algum dos meus pecados mais íntimos.

2010 tentou muitas coisas, mas não vou tomar o seu tempo citando-as. Não foram manchetes de capa de site, não repercutiram vibrantemente no Twiter, não geraram comentários no Facebook.

Foram acontecimentos pessoais com os quais eu lidei com as armas que tenho. Perdi aqui, ganhei ali. E venci.

2010 vai sumir no mapa do calendário, vai entrar para a história como o ano disso e daquilo, ficará lá, estático, para sempre.

Eu continuarei aqui, com energia suficiente para trilhar esse tempo vazio e essas páginas em branco.

Como o branco é uma miragem e o vazio uma incógnita, aqui vou eu com todas as forças para mais uma série de desafios.

E, acredite, vencerei de novo. Porque nunca perdi a vontade de criar.

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