12.1.13

Sujeitos(as)

Sujeitos(as)

Objetivamente falando, o sujeito tem que ter muitos predicados, senão não há verbo que o impeça de se tornar um mero objeto ou complemento.
O sujeito simples é pobre, não só em dinheiros.

O sujeito composto carece de personalidade, é fake.

O sujeito oculto é anônimo, invisível até no próprio espelho.

O sujeito indeterminado é perdido, nem estatística do IBGE o acha.

Para ter força de existir, o sujeito tem que ser louco o bastante de encarar o lado de fora do manicômio.

A internet está infestada de um tipo de sujeito que a gramática não catalogou: o anônimo.

O sujeito anônimo acredita piamente que pode um dia ficar famoso piando no Twitter e publicando fotos do que comeu e de seu PET no Facebook.

Se você é daquele tipo de sujeito que fica parado, esperando as coisas acontecerem, sua frase nunca vai sair do lugar. Quem dirá, sua vida, que é bem mais pesada.

O homem acredita que por ser o sujeito masculino, logo, logo tudo se resolverá a seu favor, afinal, são do mesmo gênero, são parceiros, brothers.

Ledo engano. É a mulher que move o sujeito.

O órgão genital mole do sujeito homem é uma metáfora da sua condição. Ele só sai desse estado de repouso por causa da mulher.

A mulher move o mundo em todas suas dimensões. Se não fosse ela, não só a humanidade não cresceria como também a economia não sairia da fase “vamos à caça e pesca?”

A mulher faz o homem e tudo que o homem faz é para que ela tenha cada vez mais ocupações e pare de amolá-la.

A mulher sabe que a devoção do sujeito é a mesma de um cachorro que acha que ela deve estar sempre no cio.

E não basta não casar pra não se sujeitar a isso. Elas sabem que um certo número de sujeitos cairá em suas malhas finas.

A mulher satisfaz o sujeito, mas não se sente satisfeita com seus predicados.

Por mais que tente ser livre, o destino do sujeito é se sujeitar a mulher. Muitos tentam a forma no plural, achando que essa é a saída mágica.

Sujeitinha das boas é no singular.

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