Sujeitos(as)
Sujeitinha
das boas é no singular.
Objetivamente falando, o
sujeito tem que ter muitos predicados, senão não há verbo que o impeça de se
tornar um mero objeto ou complemento.
O sujeito simples é pobre, não só em dinheiros.
O sujeito composto carece de personalidade, é
fake.
O sujeito oculto é anônimo, invisível até no
próprio espelho.
O sujeito indeterminado é perdido, nem
estatística do IBGE o acha.
Para ter força de existir, o sujeito tem que
ser louco o bastante de encarar o lado de fora do manicômio.
A internet está infestada de
um tipo de sujeito que a gramática não catalogou: o anônimo.
O sujeito anônimo acredita
piamente que pode um dia ficar famoso piando no Twitter e publicando fotos do
que comeu e de seu PET no Facebook.
Se você é daquele tipo de sujeito que fica
parado, esperando as coisas acontecerem, sua frase nunca vai sair do lugar.
Quem dirá, sua vida, que é bem mais pesada.
O homem acredita que por ser o sujeito
masculino, logo, logo tudo se resolverá a seu favor, afinal, são do mesmo gênero,
são parceiros, brothers.
Ledo engano. É a mulher que move o sujeito.
O órgão genital mole do sujeito homem é uma
metáfora da sua condição. Ele só sai desse estado de repouso por causa da
mulher.
A mulher move o mundo em todas suas dimensões.
Se não fosse ela, não só a humanidade não cresceria como também a economia não
sairia da fase “vamos à caça e pesca?”
A mulher faz o homem e tudo que o homem faz é
para que ela tenha cada vez mais ocupações e pare de amolá-la.
A mulher sabe que a devoção do sujeito é a
mesma de um cachorro que acha que ela deve estar sempre no cio.
E não basta não casar pra não se sujeitar a
isso. Elas sabem que um certo número de sujeitos cairá em suas malhas finas.
A mulher satisfaz o sujeito, mas não se sente
satisfeita com seus predicados.
Por mais que tente ser livre, o destino do
sujeito é se sujeitar a mulher. Muitos tentam a forma no plural, achando que
essa é a saída mágica.
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